"Depois que a energia chegou, comprei geladeira, televisão, aparelho de som. À noite, com a iluminação, faço até artesanato", comemora a indígena Kiredjuca Karajá. Ela é membro de uma das 271 famílias indígenas que receberam energia elétrica na maior ilha fluvial do mundo: a Ilha do Bananal (TO).
Acender a luz, abrir a geladeira, ligar a televisão. Ações comuns no cotidiano das populações das grandes cidades agora também fazem parte da rotina das cinco comunidades indígenas da Ilha do Bananal (TO): Aldeia Fontoura, Aldeia Santa Isabel, JK, Nova Tiemã e Watau.
"Logo que as obras começaram, já dava para ver uma euforia generalizada. No momento em que ligamos a luz, a satisfação no rosto das pessoas foi emocionante", conta o engenheiro eletricista da distribuidora da Rede Energia no Tocantins (Celtins), João Carlos Sarri.
Além de oferecer o acesso à energia elétrica, a distribuidora orienta os moradores para o uso da eletricidade. "Foi feita uma capacitação com professores e líderes das comunidades para alertar sobre os riscos e as vantagens da energia", conta Sarri. "Agora, as atividades comerciais das comunidades, como a venda de peixes nas cidades, se tornaram mais rentáveis por causa da geladeira", diz.
Para a execução do projeto - que durou seis meses entre elaboração, aprovação nos órgãos ambientais, construção e ligação da rede - foram utilizados 73 quilômetros de rede de média tensão, 2,5 quilômetros de baixa tensão e duas torres, uma em cada margem do Rio Araguaia.
O trabalho foi desenvolvido pela Celtins, distribuidora da Rede Energia no Tocantins. Faz parte do projeto Luz Para Todos (LPT) do governo federal e foi realizado em parceria com o governo do estado do Tocantins.
Além das comunidades da Ilha do Bananal, outras 500 mil casas localizadas em aldeias indígenas, quilombos e assentamentos receberam energia elétrica por meio do LPT da Rede Energia. Ao todo, são 145 mil quilômetros de rede de distribuição, mais de 1,3 milhão de postes e quase 200 mil transformadores utilizados para transformar a vida de 2,5 milhões de pessoas.
Fonte: Rede Energia