A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel) aprovou nesta terça-feira (31/1) a agenda indicativa dos
temas que terão sua atenção nos próximos dois anos. A definição
contempla um conjunto de atividades e cronogramas que pautarão os
trabalhos no órgão regulador, com 64 assuntos passíveis de
regulamentação ou aperfeiçoamento processual. Entre eles,
destacam-se a criação do comercializador varejista, para atuação no
mercado livre; a avaliação sobre a implantação das redes
inteligentes no Brasil; e a possibilidade de autoprodutores e
consumidores se conectarem à rede básica do Sistema Interligado
Nacional (SIN).
Segundo a Aneel, para a construção da Agênca Regulatória
Indicativa, a agência recebeu 177 contribuições de 23 agentes no
período de 24 de outubro a 28 de novembro de 2011. Entretanto, o
relator do documento, diretor Romeu Rufino, pondera que a agenda
tem apenas um caráter indicativo e outros temas podem aparecer no
decorrer do ano. De acordo com a dinâmica regulatória, a Aneel
também poderá promover eventuais ajustes.
Previsão de audiência pública
Entre os temas que podem entrar em audiência pública já em
2012, além dos já citados, destacam-se ainda as regras relativas ao
desligamento de agentes da Câmara de Comercialização de Energia
Elétrica (CCEE); o aprimoramento da gestão do fundo da Reserva
Global de Reversão (RGR); o aperfeiçoamento da Resolução 442, que
trata das instalações de transmissão destinadas às interligações
internacionais; e a regulamentação de pré-pagamento e pós-pagamento
eletrônico das contas de energia, entre outros.