Passava das três horas da madrugada do dia 22 de outubro, data
do 3º Rodeio de Eletricistas da Rede Energia, quando o telefone do
hotel onde estava alojada a equipe de comunicação do torneio tocou:
"A chuva destruiu tudo".
A notícia gerou uma enorme apreensão e fez a coordenação do evento
se deslocar para o local. "Quando cheguei no parque de exposições,
o centro da arena de competição estava embaixo d´água", conta
Walkíria Hamu, gerente de comunicação da Celpa, distribuidora da
Rede Energia no Pará.
O espaço com stands dos expositores e o centro de alimentação foi
outro a ficar alagado. Também foram danificados o portal de boas
vindas ao público, posicionado na entrada do parque, placas de
patrocinadores e tendas da área onde ficariam os brinquedos
infantis.
Foi necessário um esforço coletivo das quase 100 pessoas da equipe
de comunicação e apoio do rodeio para deixar tudo pronto até o
início da festividade. Mas essa não foi a primeira vez que a chuva
ameaçou a realização da competição em Belém.
Na quinta-feira, chegada dos eletricistas à Belém, o avião onde
estava a equipe da Bragantina não teve condições de pousar no
aeroporto Val de Cans (PA) por conta do mau tempo. Isso gerou um
atraso de duas horas e meia no vôo. "Todo mundo ficou muito
assustado porque o avião arremeteu sem o piloto explicar nada",
contavam os membros da equipe Águias da Serra.
No mesmo dia, estava programado para os eletricistas realizarem o
plantio de 70 mudas de árvores nativas do estado do Pará no Bosque
do Visitante. A área de 400 metros quadrados, localizada na sede da
Celpa, é destinada a recomposição florestal. "O espaço está
perdendo sua originalidade por ações do clima e outras vezes por
causa da idade das árvores mesmo", conta o engenheiro ambiental
Arnaldo Andrade.
Porém, a forte chuva que caía no horário do plantio fez a cerimônia
ser cancelada. "Foi uma pena. Os buracos já estavam abertos e já
tínhamos separado várias mudas de mangueira, açaizeiro, mogno e
outras espécies frutíferas e florestais", desabafou Andrade quando
soube do cancelamento.
Do outro lado da cidade, a chuva paralisou o trabalho dos 31
operários que finalizavam a construção da arena para o torneio.
"Tivemos que parar a construção da cobertura da arquibancada, que
fica a sete metros do chão", disse o representante da empresa
responsável pela obra Gilmar Miranda. "Até quem é daqui de Belém
foi pego de surpresa com essa chuva", contou Miranda.