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Iluminação com lâmpadas verdes pode gerar economia de até 80%

Iluminação com lâmpadas verdes pode gerar economia de até 80%...

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As lâmpadas incandescentes estão com os dias contados. Até 2016,
todas estarão proibidas nas prateleiras e as mais comuns, de 100
Watts (W), já não podem mais ser fabricadas. A vez agora é da “luz
verde”, que inclui as fluorescentes compactas, as halógenas e as
lâmpadas LED. No geral, elas chegam a economizar até 80% de
energia. Um exemplo está na estátua do Cristo Redentor, no Rio. A
conta caiu 80% com a substituição de sua iluminação. Lâmpadas de
sódio colocadas na avenida Paulista, em São Paulo, significaram
economia de R$ 100 mil por ano. 
A troca de lâmpadas tem motivos energéticos e econômicos. A
iluminação artificial representa 19% do consumo de energia no
mundo. Nos custos de energia de uma empresa, a iluminação significa
2%. “Se toda a iluminação do mundo fosse trocada por lâmpadas LED,
a economia seria de 130 bilhões de euros”, estima Marina Steagall,
diretora de marketing da Philips. LED é a abreviatura em inglês
para diodo emissor de luz. 
O projeto de iluminação da avenida Paulista foi desenvolvido pela
Philips. “Trocamos as lâmpadas tradicionais pelas de sódio que são
entre duas a quatro vezes mais eficientes que as incandescentes”,
explica Marina. Segundo ela, a demanda por LED está em uma curva
crescente. 
Levantamento feito pela área ambiental das Nações Unidas demonstra
que não é necessário um grande empenho político para obter reduções
significativas no consumo de energia. “A iluminação eficiente das
cidades seria capaz de gerar uma economia de US$ 110 bilhões por
ano aos bolsos públicos e reduzir em 5% o consumo energético
mundial. Basta trocar as lâmpadas”, diz o relatório. 
No Brasil, a economia com energia chegaria a US$ 3 bilhões,
segundo estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma) em parceria com a Agência Internacional de Energia (AIE).
Na Índia, a diminuição no consumo de energia ultrapassaria os 35%,
com uma economia de US$ 2 bilhões. Para Achim Steiner,
diretor-executivo do Pnuma, uma das formas de contribuir para a
redução global de emissões de carbono é substituir as tecnologias
ineficientes. 
“Muitas empresas, no momento de construir uma nova instalação, já
buscam soluções mais eficientes, nem que isso tenha um custo de
implantação de até 10% mais elevado, pois haverá uma redução do
custo operacional lá na frente”, acrescenta Bruno Abreu, consultor
de engenharia para o Setor Industrial da Siemens no Brasil, que
esteve à frente da iluminação do Cristo.

Fonte: Valor Econômico

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